Energia solar a África
Um grupo de 20 consórcios alemães, entre os quais se encontram a Siemens, a eléctrica RWE e o Deutsche Bank, estão a estudar a viabilidade de um projecto gigante no deserto do Saara para produzir energia solar térmica com destino ao Norte e Centro da Europa.
O projecto, apoiado pelo governo alemão, envolve negociações com vários países do Norte de Africa e está aberto a outros sócios europeus, sobretudo espanhóis e italianos, noticia o Expansión.
A construção do projecto implica um investimento de 400 mil milhões de euros em dez anos. Do total do montante, 350 mil milhões destinam-se à implementação de centrais térmicas solares que podem ocupar um espaço de 3.600 quilómetros quadrados. O restante valor será canalizado para criar redes para transportar energia para o Norte da Europa.
A meta é colocar esta unidade gigante a produzir 15% de toda a energia anual consumida na Europa.
Investimento na Qimonda Solar atinge 150 milhões
O Governo assinou um acordo para a compra de 51% da Qimonda Solar à casa-mãe na Alemanha.
O consórcio é constituído pela EDP Inovação, a InovCapital, a DST, a Visabeira, o BES, o BCP e o angolano BPA, tal como o Diário Económico noticiou na edição de hoje.
Manuel Pinho, ministro da Economia, avançou que a fábrica, que ainda está em construção, vai produzir células fotovoltaicas para painéis solares e, numa fase posterior, está prevista a construção dos próprios painéis.
“O projecto vai ser financiado pelo BES, pela Caixa Geral de Depósitos e pelo BCP”, avançou Manuel Pinho na sua intervenção. “O investimento atinge os 150 milhões de euros”.
O ministro acrescentou, aos jornalistas, que “o investimento de capital, por parte do consórcio, não chega a 10% do investimento total”.
“Está prevista a criação de 400 postos de trabalho numa primeira fase e estes podem chegar aos 600 numa segunda fase”, disse ainda o ministro. Esta segunda fase passa pela parte de fabrico dos painéis solares. “Vamos começar primeiro com duas linhas de montagem.
