CGD investe 1,5 milhões em painéis solares para 67 agências

A CGD instalou painéis solares em 67 agências, posicionando-se como líder na microgeração nas sucursais do sector bancário em Portugal, afirma Jorge Simões, administrador da empresa de Gestão de Imóveis do banco público português.

“Está em curso o projecto de microgeração da Caixa Geral de Depósitos que visa instalar painéis solares em 80 agências da rede da CGD, de Norte a Sul do país até ao final de 2009. Actualmente temos 67 agências já equipadas com painéis solares, o que nos coloca na liderança da microgeração nas agências no sector bancário no País”, diz Jorge Simões. O investimento realizado nas 67 agências da CGD atingiu 1,5 milhões de euros, tendo um retorno assegurado a sete anos, e o banco prevê com o equipamento das restantes 13 agências realizar um investimento total de 1,8 milhões de euros.

A CGD criou um programa umbrella Caixa Carbono Zero 2012 visando contribuir positivamente para o combate às alterações climáticas, nas quais se integra a defesa por uma maior eficiência energética e a aposta nas energias renováveis. Nesse sentido a CGD tem estado “muito atenta” ao Programa Nacional para a Eficiência Energética 2008-2012 e às Renováveis na Hora.

As vantagens de equipar as agências passam por permitir uma receita adicional gerada pela venda de energia à rede eléctrica portuguesa, que se traduz, atendendo ao consumo de energia eléctrica corrente, numa poupança na factura energética das instalações.

Além disso a produção de energia limpa a partir de uma fonte renovável terá como resultados a redução de emissões de dióxido de carbono (CO2).

“Vão ser montados nas agências da CGD perto de 1.450 painéis solares, numa área total de 2.340 metros quadrados (m2), tendo a totalidade dos sistemas instalados uma potência global de 300 quilowatts (kW), o que significa que corresponde a uma produção anual de cerca de 192.000 kW de energia, o suficiente para reduzir a emissão de CO2 em 90 toneladas por ano. Segundo Jorge Simões “equivalem à capacidade anual de sequestro de 9.000 árvores”, além dos benefícios ambientais e de poupança de custos para a CGD. “A instalação destes painéis constitui também um efeito demonstrativo junto dos clientes e diferentes agentes que trabalham com a CGD”, acrescenta.

A CGD apoia soluções de financiamento destinadas aos clientes e público em geral, tendo em cinco meses da Campanha Solar Térmico 2009 apoiado a venda de 9.400 painéis solares para aquecimento de água, praticamente metade do total de pedidos concretizados (19.500). “Decorridos cerca de cinco meses desde o início da Campanha, que se irá prolongar até final de 2009, esta iniciativa já representou a colocação de 33.000 m2 de painéis solares e cerca de 30 milhões de euros de investimento”, salienta o gestor.

projecto fotovoltaico para Vila do Conde

O consórcio luso-angolano inicialmente constituído para comprar a Qimonda Solar apresenta hoje à Câmara de Vila do Conde o seu projecto para instalação na região de uma fábrica de painéis fotovoltaicos.

“Esta reunião serve para dar conta do andamento do nosso projecto. É uma visita de cortesia para fazer um ponto da situação”, afirma o presidente da DST e porta-voz do consórcio, que integra ainda a EDP, Visabeira, BES, BCP e o banco angolano BPA.

Segundo salienta José Teixeira, o consórcio luso-angolano não pretende adquirir a Qimonda Solar (Itarion), que está em processo de insolvência após o fracasso das negociações com a CentroSolar.

O projecto inicial previa que os alemães da CentroSolar, em parceria com a Qimonda AG, criassem em Vila do Conde uma fábrica de células fotovoltaicas – a Itarion Solar -, considerada um Projecto de Interesse Nacional (PIN) pelo Governo português.

A falência da Qimonda AG pôs em risco o projecto solar, mas formou-se então o consórcio luso-angolano para adquirir os 51% desta multinacional e avançar com a CentroSolar. Em Julho a parceria acabaria também por cair por terra, mas o grupo luso-angolano tem vindo a reiterar o interesse em avançar sozinho na produção de painéis fotovoltaicos, aproveitando a mão-de-obra disponível em Vila do Conde e, eventualmente, as instalações da Qimonda Solar que estavam em construção.

“Estamos a ver a possibilidade de ficar nas instalações da Qimonda Solar se ficarem livres de ónus [no âmbito do processo de insolvência em curso]“, afirma José Teixeira, garantindo que o projecto “ficará sempre em Vila do Conde, porque existe mão-de-obra qualificada, habituada ao ambiente do micro e do nano”.

Para o presidente da Câmara de Vila do Conde “o importante é que se concretize o negócio”, seja via aquisição da Itarion ou apenas das respectivas instalações. “O meu objectivo é que se salvem os postos de trabalho, quer da Itarion quer da Qimonda [Portugal], e se aproveite o know-how que ali já existe”, afirma Mário de Almeida.

De acordo com José Teixeira o objectivo do consórcio luso-angolano é, até ao final do ano, pôr no terreno o projecto dos painéis fotovoltaicos, estando neste momento o grupo “a olhar para o mundo do ponto de vista tecnológico para encontrar a tecnologia certa”.

Segundo o presidente da DST depois da escolha tecnológica “segue-se a elaboração do layout” da unidade de produção de painéis, um investimento de 50 milhões de euros, que deverá criar 200 postos de trabalho numa fase inicial.

Programa Solar Térmico com investimento de 65 milhões

20.000 Habitações já tiraram partido do programa Solar Térmico 2009 e instalaram sistemas solares térmicos, num investimento que totaliza mais de 65 milhões de euros, metade dos quais é suportado pelo Estado.

Em comunicado feito pelo Ministério da Economia e da Inovação afiram que “nos primeiros seis meses de execução do Programa Solar Térmico 2009 cerca de 20.000 habitações instalaram sistemas solares térmicos ao abrigo deste Programa”, o que corresponde “a mais de 65.000 m2 de painéis instalados, num investimento global de mais de 65 milhões de euros, comparticipado pelo Estado em cerca de 50%”.

Estes resultados, afirma o Governo, “equivalem a triplicar a área de painéis solares instalados anualmente no parque residencial existente, significando o aumento da actividade económica global no sector em mais de 20% face ao ano anterior, duplicando a actividade em apenas dois anos”.

Relativamente a Fevereiro deste ano o Governo salienta que existe uma melhoria no que diz respeito à produção industrial de painéis solares e no sector da instalação e manutenção de equipamentos. “Mais cinco novas fábricas ou linhas de produção de painéis solares estão em funcionamento, para além de três novas unidades de produção de cilindros, sendo também importante o dinamismo criado nas actividades de componentes metálicos e montagem de estruturas de suporte”.

Assim, já existem “6.262 instaladores certificados habilitados a instalar painéis solares de acordo com os níveis de qualidade pelo programa, comparando com 2.362 instaladores certificados no final de 2008″.

O Programa Solar Térmico 2009, da iniciativa do Ministério da Economia e da Inovação e do Ministério das Finanças e da Administração Pública, é válido até final de 2009. A comparticipação estatal atinge 50% do investimento total.

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