Generg vai investir em central solar no Alentejo
A Generg, grupo de energias renováveis que tem entre os seus accionistas a francesa GDF Suez, quer investir 24 milhões de euros na construção de uma nova central solar no Alentejo. Será uma unidade de seis megawatts (MW), que no próximo ano elevará para 18 MW a potência solar instalada em Portugal pelo grupo.
A localização exacta do novo parque ainda não está definida, mas o presidente da Generg, João Bártolo, afirmou ao Negócios que “é claramente uma das vertentes de crescimento da Generg em Portugal, o qual está um pouco condicionado pela atribuição de licenças”.
central solar gigante para exportar electricidade nasce em Portugal
Um grupo de empresários portugueses está a estudar a construção de uma central solar gigante no Alentejo, de dois mil megawatts, destinada à exportação de electricidade verde para a Europa do Norte, e a criação de um novo cluster industrial no país, um investimento que poderá rondar os seis mil milhões de euros, avança o “Público”
Do núcleo promotor do projecto, designado Luz.On, fazem parte Mário Baptista Coelho, o homem que ergueu a central de Moura, a Fundação Calouste Gulbenkian, a Efacec e a EIPElectricidade Industrial Portuguesa, estas últimas duas entidades como parceiras tecnológicas, segundo apurou o “Público”.
A megacentral fotovoltaica de elevada concentração, de tecnologia norte-americana e alemã, é um dossier que está há vários meses em preparação. A sua instalação deverá ocupar cerca de cinco mil hectares numa zona não especificada no Alentejo, e é do conhecimento do Governo e da Comissão Europeia, que já deu o seu apoio, por a considerar de interesse europeu.
Com arranque estimado para a megacentral em 2011 e sete anos faseados de execução, a Luz.On quer seguir a estratégia que impulsionou a energia eólica no país, através da criação de uma fi leira industrial, juntando parte das empresas situadas neste sector, parte da capacidade hoje virada para o sector automóvel, nomeadamente a metalomecânica e os moldes, e a instalação industrial dos fabricantes das células solares, propriamente ditos.
Qimonda Solar pediu insolvência após anúncio de salvação
Neste momento há duas Qimondas com processos de insolvência a decorrer no Tribunal de Vila Nova de Gaia. Depois da Qimonda Portugal, que fabrica memórias para computador, a Itarion Solar, conhecida por Qimonda Solar, também avançou com processo idêntico, na sequência do fracasso da iniciativa governamental para salvar o projecto, revela a edição desta segunda-feira do «Público».
Os processos de insolvência são distintos e a duas empresas também não têm ligação accionista directa. A Itarion Solar é detida pelas alemãs Qimonda AG – que se encontra em processo de liquidação na Alemanha e é a detentora do capital da Qimonda Portugal – e pela CentroSolar.
O Projecto Itarion, que envolveria um investimento de 150 milhões de euros, considerado de interesse estratégico, já tinha sido iniciado, com a construção parcial de um edifício em terrenos da Qimonda Portugal e tinha 15 trabalhadores associados, quase todos quadros superiores.
Ainda de acordo com o mesmo jornal, o pedido de insolvência da Itarion Solar, a designação oficial da empresa, aconteceu pouco depois de o Governo ter anunciado a salvação do projecto através da constituição de um consórcio liderado pela EDP, e que incluía as capitais de risco públicas e ainda um número alargado de empresas e instituições financeiras (DST, Visabeira, Inovcapital, BPA, BES e BCP), prometendo-se criar 400 postos de trabalho para produzir células fotovoltaicas. Quase dois meses depois da solução patrocinada pelo Governo e que consistia na compra dos 51 por cento que a Qimonda AG tinha no projecto, as negociações fracassaram com o parceiro alemão, a Centrosolar, que tinha os restantes 49 por cento. Nessa altura, foi anunciado que o consórcio luso-angolano avançaria sozinho, já para um projecto menor, de construção de células fotovoltaicas e de criação de 200 postos de trabalho, o que não aconteceu.
Depois do fracasso das negociações com a Centrosolar, as autoridades portuguesas deixaram cair o projecto de recuperação deste negócio. Entretanto, nenhum outro plano concreto apareceu.
