Melhorar a captação de energia solar com nano partículas
Investigadores da Universidade do Estado do Arizona, nos Estados Unidos, desenvolveram uma técnica que pode melhorar a captação de energia solar através do o uso de nano partículas de grafite, mil vezes menos espessas que um fio de cabelo.
O estudo foi divulgado no Journal of Renewable and Sustainable Energy, e informa que as células fotovoltaicas, que constituem os painéis solares, conseguem aproveitar apenas parte da energia do Sol para gerar electricidade, já que a maioria é perdida sob a forma de calor.
Uma alternativa para aproveitar a radiação solar são os painéis térmicos. O objectivo desta tecnologia é usar o calor para aquecer a água e gerar vapor, por exemplo, que pode usado para aquecer as casas ou introduzido em turbinas para gerar electricidade. Quando as nano partículas de grafite são integradas nos painéis, a capacidade do equipamento para captar energia do Sol aumenta mais de 10%.
Segundo os cientistas norte-americanos, a grafite é barata, porque uma grama do material custa apenas um dólar (cerca de 0,69 euros). Com apenas 100 gramas de nano partículas, é possível captar a energia solar absorvida por um campo de futebol.
A equipa responsável por este estudo calcula que o uso de nano partículas poderia economizar cerca de 2,4 milhões de euros numa instalação solar com 100 megawatts de potência. Curiosamente, é possível aproveitar nano partículas a partir da fuligem das centrais termoeléctricas a carvão.
Aberto período de pré-registo para miniprodução de energia
Abriu no passado dia 9 de Maio, o período de pré-registo para a miniprodução de energia. Os interessados devem aceder ao site www.renovaveisnahora.pt, proceder ao registo e aceder à plataforma electrónica “Sistema de Registo de miniprodução” (SRMini).
Após a efectivação do registo, serão instalados os equipamentos necessários à miniprodução e realizada uma inspecção para verificação do cumprimento de requisitos de segurança, entre outros.
O governo afectou à miniprodução 500 MW até 2020, o que equivale à instalação de 2000 campos de futebol de painéis solares.
De acordo com José Perdigoto, director-geral da Energia e Geologia, o primeiro leilão para atribuição de potência deverá ocorrer no final de Junho. A miniprodução incluí potências de pequena escala (entre 3,68 e 250 kW) de produção descentralizada de electricidade, recorrendo a recursos renováveis e entregando, contra remuneração, electricidade à rede pública, na condição de que exista consumo efectivo de electricidade no local da instalação.
Assim, a miniprodução não só permite ao produtor consumir a electricidade produzida pela sua instalação como lhe dá a possibilidade de vender a totalidade dessa electricidade à rede eléctrica de serviço público, com tarifa bonificada.
