Festival Solar: Pensar Energia

A segunda edição do Festival Solar está a decorrer de 20 a 30 de Maio no Museu da Electricidade em Lisboa.

Esta iniciativa da APISOLAR consiste na exibição de tecnologia que utiliza o Sol como principal fonte de energia para a produção de electricidade ou calor.

Neste evento, cuja entrada é livre, qualquer pessoa, para além de poder desfrutar de um dos melhores locais de Lisboa e conhecer o Museu da Electricidade, poderá ver de perto algumas das principais tecnologias desenvolvidas por empresas portuguesas, na área da energia solar. A capacidade inventiva e de desenvolvimento de novas soluções técnicas existe em Portugal e é pena que não se dê mais destaque a este tipo de iniciativas.

Entre outras tecnologias, nesta mostra poderemos conhecer sistemas para aquecimento de águas, vulgarmente conhecidos por painéis solares térmicos. A tecnologia destes sistemas pode ir desde o painel plano, ao painel de tubos de vácuo, passando pelos sistemas de concentração solar, como o painel CPC, desenvolvido pela empresa “Ao Sol”, onde se destaca a elevada eficiência para a produção de calor, até ao sistema solar térmico Sunaitec, apresentado pela Hemera, que se baseia em tecnologia portuguesa de concentração e seguimento solar, e que tem uma elevada capacidade de integração arquitectónica, aliado a uma eficiência de produção muito elevada.

No que se refere aos sistemas fotovoltaicos para a produção de energia eléctrica, poderemos ver os tradicionais painéis policristalinos apresentados pela Lobosolar, os sistemas de concentração e seguimento desenvolvidos pela WS energia, os “tradicionais” painéis de silício amorfo, desenvolvidos pela solar plus, e até mesmo um carrinho de golf com uma cobertura solar fotovoltaica, como exemplo de uma interessante aplicação da energia solar a um veículo.

No que se refere à climatização, poderemos ver como é a cobertura cobertura solar do sistema AdvanClim, desenvolvido pela Hemera, e que permite reduções muito significativas na factura energética.

Estas iniciativas de divulgação deveriam ser complementadas também por programas de apoio na vertente da comercialização e marketing internacional, por forma a que estas acções não fiquem apenas conhecidas como bons exemplos de projectos de inovação, mas sim que esta capacidade inventiva seja materializada em bons exemplos de empresas exportadoras de tecnologia portuguesa.

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