Saiba quanto custam as energias renováveis

A consciência de que temos de imprimir esforços para a protecção da Natureza e preservação desta, existe em todos nós, mas nem todos realizam as atitudes necessárias para que isso aconteça. Alguns porque simplesmente não podem, outros porque não estão devidamente informados e não sabem como proceder, outros ainda porque não querem investir nisso.

Antes de avançar para a escolha do sistema que se pretende adquirir, convém estar informado sobre as melhores alternativas [sugestão: aqui podes colocar link para o texto “Tenha uma casa mais amiga do ambiente”] para cada casa, tendo em conta o espaço físico (dimensões do imóvel, pisos e distâncias) e a finalidade para que se quer (aquecimento ou energia para consumo). Depois da definição destes pontos cruciais, será tempo de passar à fase em que se consideram os equipamentos a comprar consoante o orçamento disponível.

No sentido de esclarecer as dúvidas que possam existir relativamente aos custos inerentes à aposta nas renováveis – porque este factor acaba, invariavelmente, por afectar a decisão de boa parte das pessoas – enunciamos em seguida algumas das características que estão associadas aos principais sistemas de energia renovável e respectivos valores a pagar pelos equipamentos.

Quanto custa a energia solar
Ao optar pela escolha da energia solar térmica, iremos deparar-nos com dois sistemas diferentes, cada um com as suas especificações, denominados por circulação forçada e termossifão. Destes dois, o mais eficiente é primeiro, mas em contrapartida é também o mais dispendioso, podendo chegar a custa até 3000 euros, cerca de 20 a 30 por cento mais do que os sistemas de termossifão.

A boa notícia de usar a energia do sol é que irá conseguir uma poupança média de 70 a 80 por cento, o que permitirá que o investimento inicial seja liquidado num prazo de até três anos. Além disso, não é de ignorar, de todo, o facto de que o Imposto de Valor Acrescentado (IVA) aplicado a estes produtos é de “apenas” 12 por cento, fazendo parte do pacote de medidas de apoio à compra de equipamentos destinados à produção de energia renovável, que contam com o apoio do Governo.

Usar as energias renováveis para a climatização

A aquisição de um bom sistema renovável para a climatização pode levar a que se tenha somente a dependência de uma parte do gás e água que era utilizado. Esta economia pode chegar a quase 70 por cento em relação ao que se gastava nos momentos precedentes à instalação do climatizador “amigo do ambiente”. O mesmo acontecerá quando se decide pelas opções de produção energética como os sistemas hídricos, eólicos (mini-eólicos para uso doméstico) ou solares fotovoltaicos, onde o aforro pode igualmente chegar àquelas percentagens.

Usufruindo de uma das três possibilidades descritas no parágrafo anterior, e com a autonomia suficiente dos mesmos em relação à demais rede eléctrica, verá o seu investimento pago entre 20 a 30 anos. Tendo em conta que estes sistemas custam cerca de 20 mil euros para as habitações de médio tamanho, e têm uma vida útil que ronda os 15 anos, o total que deixará de pagar acaba por precisamente o montante que paga pelos equipamentos, a que acresce o desconto das importâncias em excesso que liquidava mensalmente na sua factura da electricidade.

Com os dados avançados, e sabendo quanto despende todos os meses, faça as contas e perceba quanto irá poupar. E lembre-se, quanto maior for o imóvel, maior será o preço a pagar pelos sistemas, mas também maior será a poupança, o que significa que uma coisa acaba por compensar a outra.

Venda o excesso de energia renovável produzida
Se as alternativas mais caras não se encontram dentro das suas possibilidades, pode sempre recorrer a um financiamento apoiado, com a ajuda dos créditos especializados, que apresentam algumas bonificações em casos específicos. Actualmente, as propostas no mercado são diversas e a maioria das empresas credoras já apresenta soluções direccionadas especialmente para a aquisição de equipamentos de energia renovável. Por isso, aproveite, pesquise o mercado e a alternativa mais vantajosa, ficando-se por essa, e ajudando o ambiente.

Contudo, e embora exista o crédito específico, nem sempre as pessoas estão dispostas a assumir este compromisso, sobretudo quando já têm outros do género. Assim, há que enveredar por outros caminhos, que existem, nomeadamente considerando uma outra alternativa possível, o sistema semi-autónomo, que se encontra conectado à rede eléctrica convencional de forma integrada, e se constitui como uma opção muito viável, pois fica por pouco mais de 16 mil euros de investimento.

A grande vantagem desta alternativa aos sistemas mais caros, além do preço, como é óbvio, é o facto de o valor poder ser abatido à medida que se vende o excesso de energia produzida que, no máximo, ou seja, levando ao extremo a capacidade daqueles sistemas (o que não é aconselhável), pode conceder-lhe um retorno de cerca de 4.900 euros, isto considerando a compra de electricidade a 0.12 euros, e a venda do excesso a 0.55 euros, preços actualmente em vigor.

Tenha uma casa mais “amiga do ambiente”

As energias renováveis são uma realidade dos dias de hoje e constituem uma alternativa crescentemente viável, pela qual os portugueses começam a enveredar, sobretudo desde que o Governo anunciou e aplicou os planos de ajuda ao financiamento na compra destes equipamentos. Foi a partir deste momento que as empresas nacionais do sector registaram vendas recorde, muito embora tenham estabilizado, chegaram a esta fixação quando se compara a comercialização actual com a de há um, dois anos atrás, pois relativamente há três, quatro ou mesmo cinco anos, os números são substancialmente mais elevados.

É certo que ter um sistema de produção energética alternativo aos combustíveis fósseis não se encontra acessível a qualquer pessoa, este é o argumento mor para que haja aquisições “contidas” destes produtos em Portugal. Contudo, actualmente existem múltiplas alternativas para contornar essa dificuldade, desde o financiamento de entidades bancárias, ao crédito especializado de empresas deste ramo de actividade.

Apesar de existirem diferenças no tipo de apoio que pode ser recolhido, e antes mesmo de avançar para essa tarefa, tem de haver uma noção aproximada de quanto poderá custar um sistema que permita a produção de energias renováveis, mas igualmente definir o que se pretende retirar desses mesmos sistemas e para que finalidade se querem. São estas as características, a definir à partida, que determinaram o que adquirir, permitindo assim avaliar as despesas inerentes à sua compra, e consequentemente saber a quantia necessária que terá de ser pedida.

A primeira coisa que há que ter em conta, no momento precedente à aquisição, é se desejamos produzir calor ou energia eléctrica. Este é um factor crucial, que faz o valor oscilar entre os 10/15 mil euros e os 20/25 mil euros, mas que tem a atenuante de poder ser vendida parte da energia produzida, nomeadamente a empresas como a EDP, bem como a outras que agora estão a entrar no mercado nacional. Se pensarmos a longo prazo, será um incentivo o facto de o investimento inicialmente avultado ser recuperado, em média, após seis anos.

Se pretender aquecer a água ou climatizar o ambiente, pode escolher entre a energia geotérmica (calor da terra), biomassa (combustão de material orgânico) ou a mais comum, energia solar térmica. Os custos destes equipamentos variam consideravelmente de acordo com as características do mesmo e a preferência pela instalação técnica, mas será de contar com algo na ordem dos 15 mil euros, a média para os sistemas domésticos integrados mais solicitados em Portugal.

O montante que se possa pagar pela aquisição de equipamentos de energia renovável é algo elevado, mas pese o facto do bem que está a fazer ao Ambiente, não obstante da poupança que terá depois de compensado o investimento. A partir do momento em que este se paga, já se está só a ganhar, porque não se compra energia a terceiros, além de que se poderá ainda vender aquela que se produz em excesso. Por isso, pondere a alternativa das energias renováveis face aos combustíveis fósseis, colocando lado a lado o custo destas últimas e o investimento daquelas primeiras, considerando o retorno e inexistência dele.

Custo da energia solar pode igualar fontes convencionais

A gigante informática norte-americana IBM está a desenvolver uma tecnologia solar cujo custo por Watt poderá ser comparado com o preço das fontes convencionais, como o carvão e o gás natural, revelou à Agência Financeira o cientista do projecto.

«Esta nova célula solar tem potencial para competir com as fontes convencionais, sobretudo porque os materiais utilizados existem em grande abundância na superfície da terra», afirmou David Mitzi, que sublinha ser este o desafio de qualquer investigador de renováveis.

Cobre, zinco ou enxofre, são estes os materiais necessários para constituir esta célula solar da IBM, ou seja, fontes que se encontram, por exemplo, num jardim. Até aqui, na constituição de painéis solares, eram utilizados elementos raros como índio ou cádmio.

Tecnologia já tem eficiência 40% superior aos últimos avanços

Mas, além de mais barata, o investigador garante que esta tecnologia também é mais eficaz na forma como capta a luz, e representa um grande avanço face aos últimos progressos. «Esta partícula tem uma eficiência de 9,6%», 40% superior ao conseguido anteriormente. No entanto, David Mitzi realça que ainda há um longo caminho a percorrer e não se atreve a avançar com uma data para a sua comercialização. «Esta investigação só começou há nove meses. Primeiro, precisamos conseguir uma eficiência de, pelo menos, 12 ou 14% e trabalhar em grandes áreas», referiu.

Aliás, a IBM tem apenas a «solução química», pelo que vai precisar de parceiros que trabalhem nas outras frentes de produção e que comercializem, por fim, os painéis solares. Para já, a gigante de tecnologia garantiu à AF que não está em conversações com nenhuma empresa.

Quanto a Portugal, com as suas vantagens e avanços nas energias renováveis, servir como plataforma para divulgação da descoberta, Mitzi considera prematuro falar nesse sentido, ainda que admita passar por Portugal para eventuais conferências ou «workshops» sobre o tema.

Projecto de Energia Solar

O Projecto Integrado de Energia Solar (PIES) vai produzir “a partir de Janeiro e até final de 2010” um milhão de painéis fotovoltaicos, segundo o empresário Alexandre Alves.

Instalada em Pego, Abrantes, num terreno com 82 hectares de área, esta nova fábrica de painéis fotovoltaicos e torres eólicas visa “agregar” toda a cadeia de produção de energia solar, e implicará um investimento global de “mais de mil milhões de euros e a criação de 1.900 postos de trabalho” até 2013.

A Governadora Civil do Distrito de Santarém, Sónia Sanfona, que hoje quis conhecer e inteirar-se do evoluir do projecto, afirmou à agência Lusa ter ficado “muito bem impressionada e até surpreendida” com a “dimensão e escala” do PIES, cujo projecto e instalações visitou. “Este é o maior projecto privado em curso no distrito de Santarém”, afirmou a governante, que sublinhou “a importância da temática” em causa no projecto PIES, o volume de investimento e o número de postos de trabalho que vai criar. “Esta temática das energias renováveis e das energias limpas constitui uma aposta central na política do Governo, pelo que a minha visita indica uma clara associação e compreensão para a importância deste projecto, bem como um sinal de motivação para a sua implementação e concretização”.

Sónia Sanfona realçou a importância de “um investimento que gera riquezas e mais-valias para a região, para o País e para o estrangeiro”, em virtude do volume de exportações previsto, e “a criação de muitos postos de trabalho, em contexto de crise”.

O projecto, a desenvolver-se em quatro fases, vai ter 40.000 painéis fotovoltaicos instalados para produção de energia limpa de auto-consumo, e a RPP Solar conta, em três anos, estar a produzir 700 megawatts e alcançar um volume de facturação de mil milhões de euros.

Segundo Alexandre Alves, promotor do projecto e presidente do conselho de administração da RPP Solar, o PIES “vai começar a produzir torres eólicas daqui a um mês”, contando hoje com “110 milhões de euros investidos e cerca de 200 colaboradores”, que trabalham “dia e noite” na criação e construção dos edifícios e infra-estruturas. E acrescenta que “em Janeiro” começa a produção “sem parar” da primeira série de um milhão de painéis solares previstos para 2010, “já com 400 colaboradores” e com cinco linhas de montagem, uma delas completamente robotizada. Um ritmo acelerado porque o mercado assim o exige”, diz, que acrescenta que no próximo ano vai introduzir no mercado painéis fotovoltaicos a 400 euros, “metade do preço que hoje se pratica”.

Com “tecnologia de ponta alemã”, nomeadamente da Siemens, “esta será a primeira fábrica integradora na área fotovoltaica e produzirá integralmente todos os componentes do painel solar”.

MARL Energia – uma das maiores centrais fotovoltaicas do mundo

Acaba de nascer em Portugal uma das maiores centrais fotovoltaicas do mundo em ambiente urbano, nas instalações do MARL em Loures.

A Central Fotovoltaica do MARL nasce de um projecto ambicioso e de elevada complexidade, promovido pela MARL, SA, que por não ter no seu objecto social a comercialização de energia eléctrica, criou uma sociedade veículo – MARL Energia – e a colocou à venda para a execução do projecto de construção, operação e manutenção. A entidade vencedora do concurso de aquisição foi o Consórcio liderado pela Fomentinvest, SGPS.

Criada em finais de 2008, a Marl ENERGIA – Central Fotovoltaica, S.A., representa um investimento de 31 milhões de euros, sendo os seus accionistas a Caixa Capital, a New Energy Fund, a Fomentinvest e a Efacec.

Em Janeiro de 2009, a Marl Energia iniciou a fase de obra que, ao contrário do habitual, terminou 2 meses antes da data prevista. Este facto resulta da eficiência do Consórcio criado para a sua execução, entre a Efacec e Elecnor, empresas que são líderes de mercado em soluções integradas de produção, transmissão e distribuição de energia, em Portugal e Espanha.

A selecção do fornecedor internacional dos painéis fotovoltaicos teve por objectivo o rigoroso cumprimento das exigências internacionais IEC, TUV e VDE, a experiência de fabrico e a garantia de elevados índices de rendimento, empresa seleccionada foi a Atersa.

Os painéis Atersa A-220 de 220 Wp instalados na Central, têm todas as aprovações internacionais (IEC, TUV e VDE) com tecnologia de silício poli cristalino (maior eficiência eléctrica e optimização do custo da central) com elevada densidade de potência, esta característica permite colocar mais W por m2, factor importante, perante as restrições de área.

Nos taludes S. João e NAC os painéis foram montados em estruturas metálicas que estão apoiadas nas pregagens efectuadas ao logo de todo o talude, em “quadriculas” de 4 por 3 metros.

No conjunto dos 11 edifícios a obra teve como maior restrição as limitações de carga das coberturas, por isso foi necessário montar os painéis em perfis de alumínio com um ângulo de 25º.

A energia gerada pelos painéis, em corrente continua, é convertida em corrente alterna pelos 59 inversores de fabrico nacional, instalados nos 24 Postos de Transformação junto aos taludes e edifícios.

Onze destes Postos de Transformação têm uma potência de 315 kVA e restantes13 potência de 250 kVA, todos interligados por uma rede de Média Tensão de 10 kV. A totalidade da energia produzida é escoada para a rede da EDP através do Posto de Seccionamento, ligado à subestação da EDP, existente nas instalações do MARL.

fonte: Marl Energia

Energias renováveis e combate às alterações climáticas são prioridades no Ambiente

O programa do Governo dá continuidade às políticas já em curso na área do ambiente, apostando nas energias renováveis, na conservação da natureza e da biodiversidade, no combate às alterações climáticas e à produção de resíduos.

No programa entregue hoje na Assembleia da República, a próxima legislatura é apontada como o momento para rever a Lei de Bases do Ambiente, que data de 1987, carecendo de actualização face à realidade actual e aos instrumentos jurídicos hoje disponíveis.

O programa assume como prioridade ambiental o desafio das alterações climáticas, no quadro do Protocolo de Quioto, procurando reduzir o mais possível o “défice de carbono” e as emissões nacionais até 2012.

No mesmo âmbito, será elaborado um 2º PNAC (Programa Nacional para as Alterações Climáticas), para depois de 2012, que contribua para uma economia menos dependente dos combustíveis fósseis.

O investimento feito nas energias renováveis será continuado nesta legislatura, sobretudo na eólica e hídrica, mas também na fotovoltaica e na energia das ondas, com vista a ultrapassar a meta comunitária estabelecida para Portugal.

O PS propõe-se igualmente continuar a apostar nos veículos eléctricos a preços competitivos e na eficiência energética através da redução do consumo de energia nos edifícios públicos.

Outro domínio considerado “prioritário” é o dos recursos hídricos, nomeadamente através do lançamento de uma Parceria Portuguesa para a Água, entre várias entidades, desde as universidades às empresas, e de um programa de requalificação dos principais rios portugueses, tanto ao nível da qualidade da água, como do repovoamento de espécies autóctones e da valorização paisagística.

No que se refere aos resíduos, o enfoque vai para o resíduo como recurso, fomentando a sua reciclagem, mas promovendo simultaneamente a prevenção da sua produção.

Em detrimento da solução aterro serão exploradas as alternativas de tratamento biológico da matéria orgânica.

Outro domínio prioritário é a conservação da natureza e da biodiversidade, com a consolidação da salvaguarda da Rede Natura e com o fomento das sinergias sustentáveis entre a biodiversidade e as actividades económicas ligadas ao uso do território, como a agricultura, a floresta, a pesca, a caça e o turismo.

O PS quer ainda aprofundar a reforma fiscal ambiental, continuando a incentivar os serviços relevantes para o ambiente e a onerar as actividades poluentes.

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