Central solar experimental com tecnologia fotovoltaica

Uma Central Fotovoltaica de Alta Concentração, uma tecnologia experimental, vai «nascer» na zona de Alqueva, no concelho de Moura, num investimento de «quatro milhões de euros» previsto avançar «no final deste ano», revelaram esta segunda-feira os promotores.

«Contamos, no final deste ano ou início do próximo, depois da fase de promoção e licenciamento concluída, dar início à construção», devendo as obras durar «seis meses», adiantou à agência Lusa Alda Delgado, administradora da Tecneira.

Esta empresa portuguesa, do grupo de engenharia ProCME e dedicada à produção de energia por meio de fontes de energia renovável, é a promotora do projecto, em parceria com os norte-americanos da OPEL Solar.

A Tecneira divulgou esta segunda-feira que esta Central Fotovoltaica de Alta Concentração vai ter uma potência de 1 MW (megawatt), para uma produção anual estimada de 2 200 kilowatts/hora (KWh).

Para Alda Delgado, que revelou à Lusa que a central vai ser implantada «na zona de Alqueva», mais precisamente no concelho de Moura (Beja), num investimento de «quatro milhões de euros», são várias as vantagens desta tecnologia, quando comparada com o solar fotovoltaico tradicional.

«Com esta tecnologia, consegue-se ter um maior rendimento, uma maior eficiência dos painéis a altas temperaturas e um melhor aproveitamento do recurso solar», além de uma «menor ocupação do espaço», relativamente ao solar tradicional.

A mesma responsável da Tecneira precisou que, quando comparado com o solar fotovoltaico tradicional, permite «instalar a mesma potência com uma redução de 20 a 30 por cento da área ocupada» e, no que toca à produção, obter um acréscimo de «30 por cento por MW».

«O que distingue o solar fotovoltaico de alta concentração do tradicional é um melhor aproveitamento do recurso solar, ou seja, conseguimos uma maior produção para a mesma potência instalada».

Projecto de Energia Solar

O Projecto Integrado de Energia Solar (PIES) vai produzir “a partir de Janeiro e até final de 2010” um milhão de painéis fotovoltaicos, segundo o empresário Alexandre Alves.

Instalada em Pego, Abrantes, num terreno com 82 hectares de área, esta nova fábrica de painéis fotovoltaicos e torres eólicas visa “agregar” toda a cadeia de produção de energia solar, e implicará um investimento global de “mais de mil milhões de euros e a criação de 1.900 postos de trabalho” até 2013.

A Governadora Civil do Distrito de Santarém, Sónia Sanfona, que hoje quis conhecer e inteirar-se do evoluir do projecto, afirmou à agência Lusa ter ficado “muito bem impressionada e até surpreendida” com a “dimensão e escala” do PIES, cujo projecto e instalações visitou. “Este é o maior projecto privado em curso no distrito de Santarém”, afirmou a governante, que sublinhou “a importância da temática” em causa no projecto PIES, o volume de investimento e o número de postos de trabalho que vai criar. “Esta temática das energias renováveis e das energias limpas constitui uma aposta central na política do Governo, pelo que a minha visita indica uma clara associação e compreensão para a importância deste projecto, bem como um sinal de motivação para a sua implementação e concretização”.

Sónia Sanfona realçou a importância de “um investimento que gera riquezas e mais-valias para a região, para o País e para o estrangeiro”, em virtude do volume de exportações previsto, e “a criação de muitos postos de trabalho, em contexto de crise”.

O projecto, a desenvolver-se em quatro fases, vai ter 40.000 painéis fotovoltaicos instalados para produção de energia limpa de auto-consumo, e a RPP Solar conta, em três anos, estar a produzir 700 megawatts e alcançar um volume de facturação de mil milhões de euros.

Segundo Alexandre Alves, promotor do projecto e presidente do conselho de administração da RPP Solar, o PIES “vai começar a produzir torres eólicas daqui a um mês”, contando hoje com “110 milhões de euros investidos e cerca de 200 colaboradores”, que trabalham “dia e noite” na criação e construção dos edifícios e infra-estruturas. E acrescenta que “em Janeiro” começa a produção “sem parar” da primeira série de um milhão de painéis solares previstos para 2010, “já com 400 colaboradores” e com cinco linhas de montagem, uma delas completamente robotizada. Um ritmo acelerado porque o mercado assim o exige”, diz, que acrescenta que no próximo ano vai introduzir no mercado painéis fotovoltaicos a 400 euros, “metade do preço que hoje se pratica”.

Com “tecnologia de ponta alemã”, nomeadamente da Siemens, “esta será a primeira fábrica integradora na área fotovoltaica e produzirá integralmente todos os componentes do painel solar”.

projecto fotovoltaico para Vila do Conde

O consórcio luso-angolano inicialmente constituído para comprar a Qimonda Solar apresenta hoje à Câmara de Vila do Conde o seu projecto para instalação na região de uma fábrica de painéis fotovoltaicos.

“Esta reunião serve para dar conta do andamento do nosso projecto. É uma visita de cortesia para fazer um ponto da situação”, afirma o presidente da DST e porta-voz do consórcio, que integra ainda a EDP, Visabeira, BES, BCP e o banco angolano BPA.

Segundo salienta José Teixeira, o consórcio luso-angolano não pretende adquirir a Qimonda Solar (Itarion), que está em processo de insolvência após o fracasso das negociações com a CentroSolar.

O projecto inicial previa que os alemães da CentroSolar, em parceria com a Qimonda AG, criassem em Vila do Conde uma fábrica de células fotovoltaicas – a Itarion Solar -, considerada um Projecto de Interesse Nacional (PIN) pelo Governo português.

A falência da Qimonda AG pôs em risco o projecto solar, mas formou-se então o consórcio luso-angolano para adquirir os 51% desta multinacional e avançar com a CentroSolar. Em Julho a parceria acabaria também por cair por terra, mas o grupo luso-angolano tem vindo a reiterar o interesse em avançar sozinho na produção de painéis fotovoltaicos, aproveitando a mão-de-obra disponível em Vila do Conde e, eventualmente, as instalações da Qimonda Solar que estavam em construção.

“Estamos a ver a possibilidade de ficar nas instalações da Qimonda Solar se ficarem livres de ónus [no âmbito do processo de insolvência em curso]”, afirma José Teixeira, garantindo que o projecto “ficará sempre em Vila do Conde, porque existe mão-de-obra qualificada, habituada ao ambiente do micro e do nano”.

Para o presidente da Câmara de Vila do Conde “o importante é que se concretize o negócio”, seja via aquisição da Itarion ou apenas das respectivas instalações. “O meu objectivo é que se salvem os postos de trabalho, quer da Itarion quer da Qimonda [Portugal], e se aproveite o know-how que ali já existe”, afirma Mário de Almeida.

De acordo com José Teixeira o objectivo do consórcio luso-angolano é, até ao final do ano, pôr no terreno o projecto dos painéis fotovoltaicos, estando neste momento o grupo “a olhar para o mundo do ponto de vista tecnológico para encontrar a tecnologia certa”.

Segundo o presidente da DST depois da escolha tecnológica “segue-se a elaboração do layout” da unidade de produção de painéis, um investimento de 50 milhões de euros, que deverá criar 200 postos de trabalho numa fase inicial.

A Solução MyEnergy – EDP

A EDP concebeu uma solução integrada para que seja mais fácil usufruir das energias renováveis, com benefícios económicos e ambientais. Ao fazer parte desta solução poderá poupar, aumentar a sua qualidade de vida e ser amigo do ambiente.

O projecto apresentado pela EDP é uma solução completa com equipamentos solares fotovoltaicos e microeólicos. A EDP fez a selecção de parceiros que, após uma análise individual das suas necessidades e das condições da sua casa, lhe podem propor a melhor solução, garantindo a qualidade dos produtos e a prestação dos serviços de instalação, assistência pós-venda e manutenção necessárias à máxima rentabilização do sistema.

Os equipamentos têm uma vida útil média superior a 20 anos. Necessitam apenas de manutenção básica para funcionarem na sua máxima eficiência. Deverá informar-se das condições de manutenção e assistência junto do seu instalador. Todos os equipamentos recomendados pela EDP têm garantia de 2 a 5 anos.

Não tem que se preocupar com o investimento, pois a EDP, juntamente com um parceiro, também lhe propõe financiamento em condições muito vantajosas.

A quem se destina?

Através do programa “Renováveis na Hora”, a microprodução destina-se a quem disponha de um contrato de compra de electricidade em baixa tensão. Podem ser instaladas unidades de microprodução com uma potência de ligação de até 5,75kW e esta não pode exceder 50% da potência contratada. Para aceder ao regime tarifário bonificado, terá ainda que ter instalado um sistema solar térmico.

Mais informações em MyEnergy