Condomínio algarvio com painéis solares Vulcano

A Vulcano vai equipar o novo condomínio de luxo Vale de Parra Village, junto às praias da Galé e Salgados, em Albufeira, com soluções solares térmicas próprias. O objectivo é captar energia solar de modo a aquecer as águas sanitárias dos 38 apartamentos, com piscina exterior, que compõem o referido condomínio.

A Vulcano, que concebeu o projecto com a Releve Energia, de Faro, irá assim instalar um Termossifão em cada uma das casas e confia no seu “óptimo desempenho”, uma vez que as soluções térmicas estarão expostas à luz do sol ao longo de todo o ano, ao contrário do que acontece em outras regiões do país, menos beneficiadas pelo clima.

O aquecimento de águas representa, em média, metade da energia gasta numa habitação, pelo que se espera que este projecto venha a trazer uma grande poupança na factura eléctrica do novo empreendimento. A Vulcano, explica ainda que o ambiente também sairá beneficiado, uma vez que a emissão de gases nocivos para a atmosfera será reduzida.

Paineis solares mantém edifícios mais frescos

De acordo com um estudo recente, descobriu-se que os painéis solares reduzem a amplitude térmica dos edifícios. Os prédios com os terraços ou os telhados cobertos por painéis solares mantêm-se significativamente mais frescos durante o dia e não têm tantas perdas de calor à noite.

A redução do calor explica-se pelo facto de os painéis fazerem sombra às construções e impedirem que a radiação chegue até aos telhados. Se houver um espaçamento entre os painéis e o telhado, para o ar circular, a redução do calor pode, inclusivamente, chegar aos 38%.

Através de imagens térmicas, a investigação, publicada no portal Science Daily concluiu que este tipo de equipamento torna os edifícios mais eficientes energeticamente, reduzindo os eventuais custos energéticos de arrefecimento no Verão e os custos de aquecimento no Inverno.

Saiba quanto custam as energias renováveis

A consciência de que temos de imprimir esforços para a protecção da Natureza e preservação desta, existe em todos nós, mas nem todos realizam as atitudes necessárias para que isso aconteça. Alguns porque simplesmente não podem, outros porque não estão devidamente informados e não sabem como proceder, outros ainda porque não querem investir nisso.

Antes de avançar para a escolha do sistema que se pretende adquirir, convém estar informado sobre as melhores alternativas [sugestão: aqui podes colocar link para o texto “Tenha uma casa mais amiga do ambiente”] para cada casa, tendo em conta o espaço físico (dimensões do imóvel, pisos e distâncias) e a finalidade para que se quer (aquecimento ou energia para consumo). Depois da definição destes pontos cruciais, será tempo de passar à fase em que se consideram os equipamentos a comprar consoante o orçamento disponível.

No sentido de esclarecer as dúvidas que possam existir relativamente aos custos inerentes à aposta nas renováveis – porque este factor acaba, invariavelmente, por afectar a decisão de boa parte das pessoas – enunciamos em seguida algumas das características que estão associadas aos principais sistemas de energia renovável e respectivos valores a pagar pelos equipamentos.

Quanto custa a energia solar
Ao optar pela escolha da energia solar térmica, iremos deparar-nos com dois sistemas diferentes, cada um com as suas especificações, denominados por circulação forçada e termossifão. Destes dois, o mais eficiente é primeiro, mas em contrapartida é também o mais dispendioso, podendo chegar a custa até 3000 euros, cerca de 20 a 30 por cento mais do que os sistemas de termossifão.

A boa notícia de usar a energia do sol é que irá conseguir uma poupança média de 70 a 80 por cento, o que permitirá que o investimento inicial seja liquidado num prazo de até três anos. Além disso, não é de ignorar, de todo, o facto de que o Imposto de Valor Acrescentado (IVA) aplicado a estes produtos é de “apenas” 12 por cento, fazendo parte do pacote de medidas de apoio à compra de equipamentos destinados à produção de energia renovável, que contam com o apoio do Governo.

Usar as energias renováveis para a climatização

A aquisição de um bom sistema renovável para a climatização pode levar a que se tenha somente a dependência de uma parte do gás e água que era utilizado. Esta economia pode chegar a quase 70 por cento em relação ao que se gastava nos momentos precedentes à instalação do climatizador “amigo do ambiente”. O mesmo acontecerá quando se decide pelas opções de produção energética como os sistemas hídricos, eólicos (mini-eólicos para uso doméstico) ou solares fotovoltaicos, onde o aforro pode igualmente chegar àquelas percentagens.

Usufruindo de uma das três possibilidades descritas no parágrafo anterior, e com a autonomia suficiente dos mesmos em relação à demais rede eléctrica, verá o seu investimento pago entre 20 a 30 anos. Tendo em conta que estes sistemas custam cerca de 20 mil euros para as habitações de médio tamanho, e têm uma vida útil que ronda os 15 anos, o total que deixará de pagar acaba por precisamente o montante que paga pelos equipamentos, a que acresce o desconto das importâncias em excesso que liquidava mensalmente na sua factura da electricidade.

Com os dados avançados, e sabendo quanto despende todos os meses, faça as contas e perceba quanto irá poupar. E lembre-se, quanto maior for o imóvel, maior será o preço a pagar pelos sistemas, mas também maior será a poupança, o que significa que uma coisa acaba por compensar a outra.

Venda o excesso de energia renovável produzida
Se as alternativas mais caras não se encontram dentro das suas possibilidades, pode sempre recorrer a um financiamento apoiado, com a ajuda dos créditos especializados, que apresentam algumas bonificações em casos específicos. Actualmente, as propostas no mercado são diversas e a maioria das empresas credoras já apresenta soluções direccionadas especialmente para a aquisição de equipamentos de energia renovável. Por isso, aproveite, pesquise o mercado e a alternativa mais vantajosa, ficando-se por essa, e ajudando o ambiente.

Contudo, e embora exista o crédito específico, nem sempre as pessoas estão dispostas a assumir este compromisso, sobretudo quando já têm outros do género. Assim, há que enveredar por outros caminhos, que existem, nomeadamente considerando uma outra alternativa possível, o sistema semi-autónomo, que se encontra conectado à rede eléctrica convencional de forma integrada, e se constitui como uma opção muito viável, pois fica por pouco mais de 16 mil euros de investimento.

A grande vantagem desta alternativa aos sistemas mais caros, além do preço, como é óbvio, é o facto de o valor poder ser abatido à medida que se vende o excesso de energia produzida que, no máximo, ou seja, levando ao extremo a capacidade daqueles sistemas (o que não é aconselhável), pode conceder-lhe um retorno de cerca de 4.900 euros, isto considerando a compra de electricidade a 0.12 euros, e a venda do excesso a 0.55 euros, preços actualmente em vigor.

Apoios do Estado ao programa solar deste ano ascendem a 50 milhões

O Governo dedicou 50 milhões de euros ao programa de painéis solares térmicos deste ano, uma verba que sobra dos 95 milhões comprometidos e não totalmente executados no ano passado.

“Os 95 milhões de euros contemplados em 2009 não foram esgotados, embora houvesse lugar a encomendas suficientes para tal. Em 2010, foi contemplada a verba comprometida e não executada em 2009. Cerca de 50 milhões de euros e não haverá, no Orçamento de Estado de 2010, reforço de verba”, disse fonte oficial do Ministério da Economia.

Por outro lado, o programa – que terminou o ano passado com 38 mil painéis solares encomendados – deverá terminar este ano com 50.500 painéis instalados.

“No total do programa, as instalações estimadas corresponderão a mais de 200 mil metros quadrados de painéis solares”, acrescentou.

O Programa Solar Térmico 2009, da iniciativa do Ministério da Economia e da Inovação e do Ministério das Finanças, era válido até final do ano passado, traduzindo-se na comparticipação pelo Estado de 50 por cento do investimento total nos painéis solares. O Governo decidiu alargar o programa a este ano, mas até agora desconhecia-se o montante das ajudas estatais.

No âmbito do programa, o Estado comparticipa, de forma imediata, um valor fixo de 1641 euros e concede benefícios fiscais de 30 por cento do custo do investimento em sede de IRS, num máximo de 796 euros.

Por outro lado, os nove bancos associados ao programa (Banco Popular, Banif, BES, BPI, Caixa Geral de Depósitos, Crédito Agrícola, Millenium bcp, Montepio e Santander) também asseguram cem por cento de financiamento num crédito pessoal com condições que incluem uma taxa de juro de 1,5 por cento mais Euribor a 3 meses.

Das 55 marcas que participam na instalação de painéis ao abrigo deste programa, a mais solicitada até agora foi a Vulcano, do Grupo Bosch, com fábrica em Aveiro. A segunda foi a Norquente, com fábricas em Portugal e capital cem por cento português, indicam os dados mais recentes da tutela. Do total de marcas, 14 fabricam material em Portugal e representam quase dois terços (64 por cento) do número total de encomendas.

Quercus elogia certificação energética e água quente solar em 2009

O fracasso das negociações em Copenhaga e o aumento do consumo de electricidade são alguns dos piores factos ambientais de 2009, segundo um balanço da Quercus, que elogia a certificação energética dos edifícios e a água quente solar.

Num balanço ambiental feito relativo a 2009, a Quercus – Associação Nacional de Defesa da Natureza diz que o pior neste ano foram as negociações da conferência mundial sobre o clima, em Copenhaga, que terminaram sem objectivos claros e definições de metas concretas, bem como o consumo de electricidade que, embora tenha vindo a diminuir, continua a crescer acima do Produto Interno Bruto.

A falta de tratamento dos solos contaminados e de uma fiscalização regular tem permitido o perdurar da deposição ilegal de resíduos em todo o país, e a água dos rios continua a apresentar má qualidade (38% só em 2008).

O avanço da Barragem do Sabor em Rede Natura, enquanto não são decididos os processos judiciais em curso, e o abate dos sobreiros na zona de construção da urbanização “Nova Setúbal” levam também nota negativa dos ambientalistas.

A Quercus aponta ainda níveis elevados do poluente ozono troposférico em 2009, que continua a ser desconhecido das populações, e a degradação dos recursos hídricos e da biodiversidade, como consequência da aposta no Programa Nacional de Barragens.

Quanto aos factos mais positivos de 2009, a Quercus destaca a aposta na água quente solar, que este ano teve o Governo a financiar 50 por cento do custo da aquisição dos painéis, acrescidos de 30 por cento em benefícios fiscais, e o sistema de certificação energética dos edifícios, que considera “um exemplo a nível europeu”.

A expansão do tratamento mecânico e biológico, que permite reciclar até 60 por cento de resíduos urbanos indiferenciados, e a inauguração do centro nacional de reprodução do lince-ibérico são outros dois aspectos positivos de 2009.

Para 2010, a Quercus aponta como prioridades a obrigação de integrar materiais reciclados em obras públicas, a aposta na certificação florestal, o incentivo à microgeração de energia eléctrica a partir de fontes renováveis ou a eliminação dos regimes de excepção que têm permitido aprovar determinados projectos.

Uma vez que 2010 foi considerado pelas Nações Unidas como o ano da biodiversidade, a Quercus defende a tomada de medidas concretas que preservem a natureza e a biodiversidade.

A racionalização dos grandes investimentos em obras públicas e a necessidade de incluir no Código Penal a figura do crime urbanístico para combater “um dos mais graves problemas ambientais” do país, o mau ordenamento do território, são as outras prioridades dos ambientalistas para o ano que entra.

Projecto de Energia Solar

O Projecto Integrado de Energia Solar (PIES) vai produzir “a partir de Janeiro e até final de 2010” um milhão de painéis fotovoltaicos, segundo o empresário Alexandre Alves.

Instalada em Pego, Abrantes, num terreno com 82 hectares de área, esta nova fábrica de painéis fotovoltaicos e torres eólicas visa “agregar” toda a cadeia de produção de energia solar, e implicará um investimento global de “mais de mil milhões de euros e a criação de 1.900 postos de trabalho” até 2013.

A Governadora Civil do Distrito de Santarém, Sónia Sanfona, que hoje quis conhecer e inteirar-se do evoluir do projecto, afirmou à agência Lusa ter ficado “muito bem impressionada e até surpreendida” com a “dimensão e escala” do PIES, cujo projecto e instalações visitou. “Este é o maior projecto privado em curso no distrito de Santarém”, afirmou a governante, que sublinhou “a importância da temática” em causa no projecto PIES, o volume de investimento e o número de postos de trabalho que vai criar. “Esta temática das energias renováveis e das energias limpas constitui uma aposta central na política do Governo, pelo que a minha visita indica uma clara associação e compreensão para a importância deste projecto, bem como um sinal de motivação para a sua implementação e concretização”.

Sónia Sanfona realçou a importância de “um investimento que gera riquezas e mais-valias para a região, para o País e para o estrangeiro”, em virtude do volume de exportações previsto, e “a criação de muitos postos de trabalho, em contexto de crise”.

O projecto, a desenvolver-se em quatro fases, vai ter 40.000 painéis fotovoltaicos instalados para produção de energia limpa de auto-consumo, e a RPP Solar conta, em três anos, estar a produzir 700 megawatts e alcançar um volume de facturação de mil milhões de euros.

Segundo Alexandre Alves, promotor do projecto e presidente do conselho de administração da RPP Solar, o PIES “vai começar a produzir torres eólicas daqui a um mês”, contando hoje com “110 milhões de euros investidos e cerca de 200 colaboradores”, que trabalham “dia e noite” na criação e construção dos edifícios e infra-estruturas. E acrescenta que “em Janeiro” começa a produção “sem parar” da primeira série de um milhão de painéis solares previstos para 2010, “já com 400 colaboradores” e com cinco linhas de montagem, uma delas completamente robotizada. Um ritmo acelerado porque o mercado assim o exige”, diz, que acrescenta que no próximo ano vai introduzir no mercado painéis fotovoltaicos a 400 euros, “metade do preço que hoje se pratica”.

Com “tecnologia de ponta alemã”, nomeadamente da Siemens, “esta será a primeira fábrica integradora na área fotovoltaica e produzirá integralmente todos os componentes do painel solar”.

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