Fábrica de painéis solares em Moçambique

Moçambique e a Índia vão investir 10 milhões de dólares (7 milhões de euros) na construção de uma fábrica de painéis solares na zona industrial de Belulune, arredores de Maputo.

O ministro da Energia moçambicano, Salvador Namburete, lançou quinta-feira a primeira pedra da nova fábrica, que deve estar construída e a operar dentro de um ano. Quando em plena laboração vai empregar 70 pessoas, incluindo 15 engenheiros, que receberão formação na Índia.

O ministro disse que inicialmente o material para a construção dos painéis será importado da Índia, mas que numa segunda fase se espera que esses componentes sejam fabricados no país.

Actualmente Moçambique importa painéis solares, usados para fornecer electricidade a edifícios públicos, como escolas ou hospitais, ou furos de abastecimento de água, que não estão ligados à rede nacional de distribuição de energia.

Segundo Salvador Namburete a iniciativa enquadra-se na estratégia do Governo de usar todas as fontes disponíveis de produção de energia, incluindo a solar e outras energias renováveis, com o objectivo de desenvolver o país.

Esta é apenas a primeira fábrica, de acordo com o ministro, que acrescenta que o Governo quer que a iniciativa se repita em outras partes de Moçambique.

Segundo números oficiais o acesso a fontes de energia duplicou em Moçambique nos últimos cinco anos, passando de 7% em 2004 para os actuais 14%.

Martifer Home Energy com 500 painéis solares instalados até ao final do ano

A Martifer Home Energy espera instalar até ao final do ano 500 unidades de painéis solares, ao abrigo do programa governamental que subsidia este tipo de tecnologia, e que a empresa espera ver prolongado em 2010.

“Nos primeiros dias já tivemos cerca de 20 encomendas e temos como objectivo instalar pelo menos 500 painéis até ao final do ano”, quando termina o Programa Solar Térmico 2009, diz o administrador-delegado da Martifer Home Energy, Miguel Barreto.

O Programa Solar Térmico 2009, da iniciativa do Ministério da Economia e da Inovação e do Ministério das Finanças, é válido até final do ano, e traduz-se na comparticipação pelo Estado de 50% do investimento total nos painéis solares.

Em finais do mês passado o Ministério da Economia fez um balanço do programa, adiantando que já foi utilizado por 20.000 habitações que instalaram sistemas solares térmicos, num investimento de mais de 65 milhões de euros (o Estado suporta cerca de metade).

Apesar de estarem no programa 50 marcas distintas de fornecedores de painéis, a Martifer Home Energy acredita que a sua tecnologia tem características capazes de vingar no mercado.

“Em primeiro lugar estamos a falar de tecnologia feita em Portugal e depois – em relação aos principais concorrentes – optou-se por uma solução que é mais cara, mas de maior qualidade, que é o depósito em aço inoxidável”, diz Miguel Barreto. Esta solução, acrescenta, tem a vantagem de ser mais resistente.

No âmbito do programa o Estado comparticipa de forma imediata um valor fixo de 1.641 euros e concede benefícios fiscais de 30% do custo do investimento em sede de IRS, num máximo de 796 euros.

Por outro lado os nove bancos associados ao programa (Banco Popular, Banif, BES, BPI, Caixa Geral de Depósitos, Crédito Agrícola, Millennium bcp, Montepio e Santander) também asseguram 100% de financiamento num crédito pessoal com condições que incluem uma taxa de juro de 1,5% mais Euribor a três meses.

Miguel Barreto manifesta-se ainda confiante de que o programa estatal de subsídios aos painéis solares vai estender-se a 2010. “Temos toda a expectativa de que sim, e nesse caso estamos à espera de instalar muitos mais painéis que neste ano”. O programa de painéis solares, acrescenta, é a grande aposta da Martifer Home Energy.

“A Martifer Home Energy já tem uma componente importante ao nível da certificação e da micro produção. Neste momento a solar-térmica é claramente a nossa aposta”, diz Miguel Barreto.

Parque temático Energias Renováveis

Paineis solares, moinhos de vento, aerogeradores, são alguns dos equipamentos que podem ser encontrados no primeiro parque temático do país vocacionado para as energias renováveis que abre hoje em Loures.

O parque temático de energias renováveis de Loures situa-se no Parque Urbano de Santa Iria da Azóia, criado em 2000 num espaço que serviu de aterro à Valorsul entre os anos de 1988 e 1996, e que viria a ser recuperado e reconvertido nos anos seguintes.

Neste espaço encontrava-se já, desde 2006, uma horta solar, um projecto impulsionado pelo Gabinete Técnico Florestal da Câmara Municipal de Loures, que em Junho do ano passado recebeu uma menção honrosa da Direcção-Geral das Autarquias Locais pelas boas práticas na área do ambiente, tendo-lhe sido atribuído, o terceiro lugar do concurso de projectos inovadores na área da Sustentabilidade Local.

“Sempre foi nossa intenção depois deste projecto da horta solar alargar a área de sensibilização ambiental, essencialmente direccionado para as crianças que têm oportunidade de contactar com as diferentes formas de utilização das energias renováveis”, explicou à Lusa o vereador do Ambiente, João Galhardas.

O parque temático é constituído por um pólo de demonstração de equipamentos, espalhados por 24 hectares, como moinhos de vento, aerogeradores, e painéis solares que se encontram em funcionamento e mostram aos visitantes todo o processo de recolha e transmissão de energia.

“Um dos exemplos do aproveitamento energético que se faz, é a água quente das casas de banho que é aquecida pela energia transmitida por um painel solar”, exemplificou.

O parque temático de energias renováveis de Loures resulta de um investimento de cerca de 1,5 milhões de euros, repartidos entre a autarquia e várias empresas que patrocinaram a sua construção.

CGD investe 1,5 milhões em painéis solares para 67 agências

A CGD instalou painéis solares em 67 agências, posicionando-se como líder na microgeração nas sucursais do sector bancário em Portugal, afirma Jorge Simões, administrador da empresa de Gestão de Imóveis do banco público português.

“Está em curso o projecto de microgeração da Caixa Geral de Depósitos que visa instalar painéis solares em 80 agências da rede da CGD, de Norte a Sul do país até ao final de 2009. Actualmente temos 67 agências já equipadas com painéis solares, o que nos coloca na liderança da microgeração nas agências no sector bancário no País”, diz Jorge Simões. O investimento realizado nas 67 agências da CGD atingiu 1,5 milhões de euros, tendo um retorno assegurado a sete anos, e o banco prevê com o equipamento das restantes 13 agências realizar um investimento total de 1,8 milhões de euros.

A CGD criou um programa umbrella Caixa Carbono Zero 2012 visando contribuir positivamente para o combate às alterações climáticas, nas quais se integra a defesa por uma maior eficiência energética e a aposta nas energias renováveis. Nesse sentido a CGD tem estado “muito atenta” ao Programa Nacional para a Eficiência Energética 2008-2012 e às Renováveis na Hora.

As vantagens de equipar as agências passam por permitir uma receita adicional gerada pela venda de energia à rede eléctrica portuguesa, que se traduz, atendendo ao consumo de energia eléctrica corrente, numa poupança na factura energética das instalações.

Além disso a produção de energia limpa a partir de uma fonte renovável terá como resultados a redução de emissões de dióxido de carbono (CO2).

“Vão ser montados nas agências da CGD perto de 1.450 painéis solares, numa área total de 2.340 metros quadrados (m2), tendo a totalidade dos sistemas instalados uma potência global de 300 quilowatts (kW), o que significa que corresponde a uma produção anual de cerca de 192.000 kW de energia, o suficiente para reduzir a emissão de CO2 em 90 toneladas por ano. Segundo Jorge Simões “equivalem à capacidade anual de sequestro de 9.000 árvores”, além dos benefícios ambientais e de poupança de custos para a CGD. “A instalação destes painéis constitui também um efeito demonstrativo junto dos clientes e diferentes agentes que trabalham com a CGD”, acrescenta.

A CGD apoia soluções de financiamento destinadas aos clientes e público em geral, tendo em cinco meses da Campanha Solar Térmico 2009 apoiado a venda de 9.400 painéis solares para aquecimento de água, praticamente metade do total de pedidos concretizados (19.500). “Decorridos cerca de cinco meses desde o início da Campanha, que se irá prolongar até final de 2009, esta iniciativa já representou a colocação de 33.000 m2 de painéis solares e cerca de 30 milhões de euros de investimento”, salienta o gestor.

Programa Solar Térmico com investimento de 65 milhões

20.000 Habitações já tiraram partido do programa Solar Térmico 2009 e instalaram sistemas solares térmicos, num investimento que totaliza mais de 65 milhões de euros, metade dos quais é suportado pelo Estado.

Em comunicado feito pelo Ministério da Economia e da Inovação afiram que “nos primeiros seis meses de execução do Programa Solar Térmico 2009 cerca de 20.000 habitações instalaram sistemas solares térmicos ao abrigo deste Programa”, o que corresponde “a mais de 65.000 m2 de painéis instalados, num investimento global de mais de 65 milhões de euros, comparticipado pelo Estado em cerca de 50%”.

Estes resultados, afirma o Governo, “equivalem a triplicar a área de painéis solares instalados anualmente no parque residencial existente, significando o aumento da actividade económica global no sector em mais de 20% face ao ano anterior, duplicando a actividade em apenas dois anos”.

Relativamente a Fevereiro deste ano o Governo salienta que existe uma melhoria no que diz respeito à produção industrial de painéis solares e no sector da instalação e manutenção de equipamentos. “Mais cinco novas fábricas ou linhas de produção de painéis solares estão em funcionamento, para além de três novas unidades de produção de cilindros, sendo também importante o dinamismo criado nas actividades de componentes metálicos e montagem de estruturas de suporte”.

Assim, já existem “6.262 instaladores certificados habilitados a instalar painéis solares de acordo com os níveis de qualidade pelo programa, comparando com 2.362 instaladores certificados no final de 2008”.

O Programa Solar Térmico 2009, da iniciativa do Ministério da Economia e da Inovação e do Ministério das Finanças e da Administração Pública, é válido até final de 2009. A comparticipação estatal atinge 50% do investimento total.

Paineis Solares Térmicos

Os painéis solares térmicos transformam a radiação solar directamente em energia térmica para o aquecimento de águas ou outros fins. Um sistema solar térmico pode reduzir até um terço a factura energética de cada habitação. Estes equipamentos captam a radiação solar através de colectores, que a transformam em calor e a transmitem à água que utilizamos nas nossas casas, nomeadamente para tomar banho e cozinhar.

Como Portugal é um país de elevado potencial solar e que se encontra subaproveitado, o Governo criou um programa de incentivo à utilização de energias renováveis, criando uma solução chave-na-mão que lhe vai permitir poupar mais de 20% do valor da factura de gás da sua casa.

Agora pode beneficiar deste programa de incentivo à utilização de energias renováveis, com condições especiais e garantia de poupança. Este programa tem ainda as seguintes vantagens:

mapa_rad Portugal é um dos países da Europa com maior disponibilidade de radiação solar. Uma forma de dar ideia desse facto é em termos do número médio anual de horas de Sol, que varia entre 2.200 e 3.000 para Portugal e, por exemplo, para Alemanha varia entre 1.200 e 1.700 h.

Contudo, este tipo de recurso tem sido mal aproveitado para usos tipicamente energéticos. Basta verificar alguns dos números relativos à difusão dos colectores solares térmicos na Europa, não só na Orla Mediterrânea como em países como a Alemanha é a Áustria, para compreender que algo deveria ser feito em Portugal para a promoção da energia solar. A medida Solar Térmico 2009 pretende contrariar estar tendência.

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